Inspiração & Ideias

Princípios básicos da decoração: o que deve fazer

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A decoração de interiores tem tanto de criatividade e imaginação, como de racional e minucioso. Pode parecer um contra-senso mas na realidade é necessário aprender as regras básicas primeiro, para mais tarde saber quais aquelas que podem ser quebradas. Se não sabe rigorosamente nada sobre decoração, chegará ao final deste artigo pronto para lançar-se no design de interiores. Por outro lado, e mesmo que se orgulhe em ter um jeito inato ou muita experiência nesta arte, é sempre bom relembrar os princípios básicos.

  • Perca o tempo que achar necessário para pesquisar sobre os mais variados estilos decorativos e paletas de cores – pesquise na internet, revistas especializadas, lojas e exposições até descobrir aquilo que mais lhe agrada.
  • Não descuide do estilo arquitetônico da casa ao planejar a sua decoração.
  • Faça sempre um esboço da divisão a ser decorada: inclua as dimensões de cada parede, portas e janelas; bem como o posicionamento de tomadas elétricas e outras características peculiares. Quando andar às compras, leve o esboço! 
  • Saiba qual é o ponto focal de cada divisão – pode ser uma janela enorme, as vistas, um pilar, um armário clássico, uma poltrona vintage ou uma lareira – é sobre esse ponto que vai elaborar toda a decoração.
  • Antes de iniciar um projeto de decoração, determine qual será o papel da divisão dentro da casa: a sala de estar também vai funcionar como sala de jantar? O quarto infantil vai servir simultaneamente de escritório? O quarto de hóspedes vai ser muito ou pouco usado? Vai investir em mobília de qualidade ou mais econômica? Só sabendo as funções específicas de cada espaço é que o pode planejar adequadamente.
  • Defina com clareza o estilo que vai imprimir à divisão – não basta dizer que um quarto vai ser inspirado no estilo vitoriano, elabore uma lista com os elementos vitorianos que não podem faltar: poltronas requintadas, tecidos com muitos padrões, abajur em veludo com franjas, castiçais trabalhados, quadros ornamentados, papel de parede floral, objetos decorativos em ferro e metal, algumas peças vintage, uma paleta de cores baseada no vermelho, azul, amarelo, creme e bege…
  • Escolha uma peça chave para cada divisão. Essa “signature piece” pode ser um tecido luxuoso, um tapete gigante, um quadro ou um candeeiro do pé, o mais importante é que seja uma expressão clara do estilo e das cores que quer imprimir na decoração desse espaço, servindo como inspiração para o resto.
  • É sempre boa ideia escolher e combinar os tecidos e o pavimento antes de adquirir mobiliário e escolher a cor final para as paredes.
  • O ideal é adquirir, em primeiro lugar, as peças de maiores dimensões (mobília, tapetes, cortinados), baseando-se nas suas cores e estilo para escolher os restantes apontamentos decorativos.
  • Não tenha receio de misturar padrões distintos na mesma divisão: peças EG e peças PP, simples e trabalhados, lisos e texturados. Quando bem conseguido, cria pontos de elevado interesse.
  • Tenha o cuidado de expor os móveis de forma que permita passagens naturais, ao invés de uma prova de obstáculos entre uma ponta da sala e a porta.
  • Dê sempre maior destaque aos pontos fortes de um espaço, camuflando inteligentemente os seus pontos fracos.
  • Utilize os alinhamentos horizontais para imprimir ambientes calmos e contribuir para um efeito de alongamento do espaço; recorra aos alinhamentos verticais para criar a ilusão de altura e imponência; os alinhamentos diagonais, por sua vez, dão uma maior ênfase ao espaço em questão, emprestando, simultaneamente, um maior dinamismo a qualquer divisão.
  • Experimente com diferentes texturas (na mobília, têxteis, objetos e paredes) sempre que quiser incluir um fator surpreendente num quarto, misturando, por exemplo, o suave e o brilhante, o gasto e o robusto.
  • Em divisões formais, utilize exposições simétricas e, em divisões casuais, exposições assimétricas.
  • Utilize pares (objetos e mobília) para criar balanço e simetria.
  • Quando agrupar objetos sobre superfícies, faça-o em grupos ímpares (3, 5, 7) para um efeito visual agradável. Ao expor elementos de diversas alturas, crie um triângulo imaginário para um efeito final grandioso. 
  • Utilize o contraste para adicionar interesse a qualquer espaço, ou seja, ao colocar mobiliário ou acessórios sobre um fundo contrastante vai sublinhar cada peça individualmente.
  • Em termos de escala e “peso visual”, certifique que exista equilíbrio em toda a divisão. Por exemplo, uma lareira de pedra enorme requer a colocação de um sofá ou aparador de dimensões igualmente generosas no lado oposto, para harmonizar o layout.
  • Recorra ao princípio da repetição quando estiver a planejar e a escolher formas, padrões, cores e tecidos. Um único apontamento laranja-acobreado num quarto vai parecer que foi uma adição de último minuto, ao invés de 3 ou 4 apontamentos desta cor, bem pensados e que contribuem agradavelmente para a paleta de cores. 
  • Crie ligações entre as diferentes divisões da casa com a repetição de cores, tecidos e estilos, mas com recurso de combinações distintas e variadas.
  • Não descuide da iluminação, delineando quais os melhores locais para instalar iluminação geral, específica e dramática, para que nada nem ninguém fique às escuras.
  • Adquira sempre o melhor mobiliário possível. Um investimento em mobília de elevada qualidade é sempre um bom investimento, na medida em que assegura a longevidade dessas peças chaves e, consequentemente, da sua decoração.
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