Guia para decorar janelas

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janelas decoradas

Vestir as janelas de qualquer casa acaba por produzir um resultado decorativo, mas também funcional. Se por um lado, os diversos adereços disponíveis para “tapar” janelas são perfeitos para conferir privacidade a quem está da parte de dentro e regular a intensidade da luz, aquecendo no Inverno e refrescando no Verão, podem e devem enquadrar-se no esquema decorativo existente. Faça das janelas as estrelas de todas as divisões do seu lar!

Determine um orçamento. É fundamental saber o valor que quer gastar na decoração de uma janela, até porque existe uma panóplia de sugestões a nível de suportes, materiais e acessórios que vai ter de considerar e que, por si só, já podem elevar o preço final. Saiba que actualmente existem uma variedade de soluções, nas mais diversas lojas de decoração que, se montadas por si, podem resultar lindamente, sem arruinará a sua conta bancária. Por outro lado, mandar fazer cortinas por medida tem um preço adicional: o do profissionalismo. As preocupações e a responsabilidade deixam de ser suas e, claro, o resultado será simplesmente espectacular.  

Esconder ou realçar? O primeiro passo na escolha de uma decoração de janelas é considerar o efeito que quer conseguir, ora nas janelas, ora na divisão em que se inserem. Por exemplo, se tiver janelas lindíssimas e uma vista a condizer vai querer mostrá-las, por isso, o ideal seria uma decoração baseada em transparências. Por outro lado, se a janela e tudo aquilo a que dá acesso é o ponto mais fraco dessa divisão, uma decoração bem pensada que combina cortinas e estores pode transformar um problema numa obra de arte!

O espaço e a janela. O espaço e a decoração já existentes são factores fundamentais para a escolha de tudo aquilo que irá vestir a sua janela. Uma sala de jantar formal requer cortinados requintados e luxuosos, ao contrário de um escritório minimalista que sairá a ganhar com um simples estore de correr, numa das cores predominantes do espaço. Já a janela da cozinha pede uma opção simples e pouco obstrutiva: para não poder ser responsável por algum acidente (principalmente se estiver muito próximo do fogão) e que possa ser lavável repetidamente na máquina de lavar, porque estará sempre exposta a gordura e salpicos de tudo e mais alguma coisa! A casa de banho entra na mesma linha ao pedir uma cortina ou estore discreto, não só para aproveitar a pouca luz natural que a maioria disponibiliza, mas também para suavizar os traços fortes das madeiras, pedras e azulejos tão característicos deste recanto da casa.

Estores práticos. Devido à sua funcionalidade, gama de materiais e cores por onde escolher, os estores ganharam, há muito, um lugar ao sol… literalmente! Entre estores de lâminas (tipo persiana), verticais ou de correr, de bambu ou madeira, de tecido ou de blackout, encontrará certamente o ideal para as suas janelas. Embora duradouros, os estores verticais de tecido, os de madeira e de blackout são das opções mais caras que existem e os mais difíceis de limpar; os estores de correr e as “romanetes” são das peças mais versáteis disponíveis no mercado, oferecendo ainda um excelente grau de privacidade. Amigos do ambiente e estilosos, os estores de bambu são ainda imbatíveis no preço; ao contrário dos estores que têm como principal função bloquear os raios UV ou os modelos especificamente concebidos para poupar energia, que são, naturalmente, bem mais caros. Procure o género que melhor se adapta às suas janelas e ao papel que estas desempenham no espaço que ocupam.

Cortinas tradicionais. Tradicionais e sempre belas, as cortinas conferem um ar aconchegante a qualquer espaço, completando qualquer decoração. Sem elas, as janelas vão parecer sempre “vazias”, ou seja, vai parecer que falta sempre alguma coisa! A solo, com sanefa a condizer (uma espécie de caixa forrada com o mesmo tecido da cortina e que é aplicada no topo da janela para “esconder” o varão), em combinação com outro par mais claro ou mais escuro, ou a ladear uma bonita “romanete” em seda, não há que enganar. Do vulgar algodão, passando pela organza transparente ou o elegante veludo, a escolha de um tecido não é tarefa fácil, mas há mais: com ou sem braçadeiras, num tecido reversível (para mudar sempre que lhe apetecer!) e suspensas graças a ilhós, presilhas ou galão franzido, as cortinas têm de ser a cara da janela e do espaço que enfeitam. Não vai colocar cortinas de seda num escritório, nem cortinas de veludo num quarto infantil, pois não? Siga os seus instintos e faça alguma pesquisa antes de tomar a decisão final. Dependendo da luminosidade que quer ou não nesse espaço específico, saiba ainda que as cortinas podem ser forradas com materiais específicos, como blackouts ou entretelas para atenuar a luz natural e garantir maior privacidade.

Combinados únicos. Uma das tendências mais procuradas dos últimos anos tem sido a combinação perfeita entre estores (por norma os de tecido, em rolo ou romanete) e cortinas. A ideia é conjugar as duas peças de múltiplas formas: para um efeito dramático, pode correr tudo; para deixar entrar alguma luz, mas manter a privacidade, basta correr o estore e deixar as cortinas abertas para o lado ou vice-versa. Esta opção é muito interessante para quem quer um tecido muito caro, mas não faça questão de ter cortinas que fecham de uma ponta à outra, ou seja, mantêm-se quase como adornos, parecendo que estão sempre abertas para o lado. Menos cortina, mais efeito visual! É ainda uma sugestão excelente para quem tem duas janelas, mas quer que pareçam apenas uma!

A tentação das telas. O último “grito” na decoração de janelas são, sem dúvida, as telas. Suspensas ou deslizantes, são um óptimo recurso para janelas enormes ou casas envidraçadas, com janelas do chão ao tecto e que pedem uma “grande” decoração! Mas não se restringem a estes casos, as telas são uma tentação para vestir qualquer janela, certifique-se apenas que sejam funcionais para as mesmas e para a divisão onde vão ser aplicadas.

Cores e padrões. Escolha os estores, as cortinas ou os 2-em-1 da mesma maneira que escolheria uma manta, almofadas, um edredão ou um tapete – com uma combinação de cores coerentes! As janelas têm de dar nas vistas, mas pela positiva, ou seja, se o espaço onde se encontram é visualmente muito forte e já se encontra muito preenchido, o melhor será escolher um estore ou uma cortina lisa. No entanto, se o ambiente em questão for minimalista, a peça chave da divisão pode muito bem ser a decoração das janelas, com cortinas ou telas a exibir padrões exuberantes.

O tamanho importa. Para quartos de criança, casas de banho ou cozinhas, as cortinas curtas serão as melhores opções: por um lado, não estão ao alcance das crianças e, por outro, são muito mais práticas devido ao uso diário da divisão em questão. São ainda recomendadas no caso de existir um radiador abaixo da janela ou até algum pormenor arquitectónico que fica melhor à vista. Noutros espaços da casa, como a sala de estar, de jantar ou o quarto principal, as cortinas querem-se a roçar o chão, ou seja, as bainhas curtas não fazem nada para favorecer uma boa cortina! Tanto até que há quem opte por deixar as cortinas de rastos alguns centímetros, para um look irreverente, mas muito trendy.

Medidas exactas. Medir janelas é uma ciência exacta, onde meio centímetro pode fazer toda a diferença… para melhor e para pior! Se dispensou os serviços de um profissional, utilize sempre uma fita métrica para medir janelas e nunca uma régua. Se vai comprar cortinas, meça a altura e a largura necessária para cada uma; se vai adquirir ou combinar com um estore, veja primeiro se o vai instalar por fora ou por dentro da janela e tire as medidas de altura e largura baseadas nesse mesmo espaço. Convém anotar tudo para não haver dúvidas na hora da compra! Felizmente, os espaços comerciais que vendem este género de artigos disponibilizam-nos em tamanhos standard, por isso, não há muito por onde enganar e a maioria das lojas aceita devoluções. Provavelmente terá de subir a bainha das cortinas e qualquer boa costureira pode assegurar essa tarefa, no entanto, nesse aspecto há que ter um cuidado redobrado: se ficarem muito compridas, há solução; se ficarem curtas, não há nada a fazer!

Acessórios atraentes. Hoje, tão importante como aquilo que se pendura, são os acessórios que se utilizam para pendurar. A revolução dos varões trouxe modelos pintados, cromados, em madeira e ferro, para combinar com a cortina, com os estores e com o quarto. Para além disso, são rematados, em cada ponta, por outro detalhe igualmente delicioso: os terminais, que podem ser de vários materiais e que surgem em formatos originais. As tendências até já apontam para um mistura vanguardista entre madeira e aço, como por exemplo, um varão em aço escovado e terminais em madeira wengé. Como vai ver, este é um toque final que não deve ser descurado!

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